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Resistências aos antibióticos e Novas Opções Terapêuticas

As resistências aos antibióticos são um problema emergente que cada vez mais preocupa os especialistas. Integrado no XXVI Congresso de Cirurgia, o Simpósio «Resistências e Novas Opções Terapêuticas» que decorre dia 7 de Março, às 11h30, no Pequeno Auditório da Culturgest, em Lisboa, visa debater o que pode ser feito para travar a evolução deste problema.

Uma das palestras de destaque é a do Professor Dr. Melo Cristino, investigador na área de microbiologia e professor na Faculdade de Medicina de Lisboa. Irá apresentar o tema «Resistências em Portugal: ponto da situação», que tem como objectivo alertar para a problemática da resistência antibiótica. Esta questão tem vindo a tornar-se um grave problema de saúde pública, com implicações económicas, sociais e políticas. Em todo o mundo, os médicos enfrentam um desafio clínico cada vez maior porque as práticas correntes para prevenir e controlar a resistência antimicrobiana no hospital e na comunidade são ineficazes tornando-se fundamental a investigação de novos antibióticos.

O Professor Dr. António Sitges-Serra, chefe de cirurgia do Hospital Delmar em Barcelona e membro do comité científico da Sociedade Espanhola de Cirurgia, irá abordar a «Falência da terapêutica antimicrobiana na peritonite: causas e soluções». O objectivo desta palestra é falar de infecções intra-abdominais e da peritonite, abordando o porquê das falhas e as soluções possíveis.

Uma das questões fundamentais é que ocorrem 1300 mortes anuais, provocadas pelo Staphylococcus Aureus na Europa, com um custo associado ao problema estimado em 117 milhões de euros por ano, segundo artigo do «Department of Medicines Policy and Standards».

A meticilina resistente Staphylococcus aureus foi reconhecida como a maior infecção nosocomial (adquirida em ambiente hospitalar) que causa aproximadamente 21% de infecções da pele e 28% de infecções cirúrgicas.

Cerca de 60% das infecções por staphylococcus aureus reportadas aos Centros de Controlo de Doença são meticilino resistentes (MRSA).

Nos hospitais, o MRSA pode conduzir ao aumento do custo do controlo de infecção, internamentos mais prolongados e terapêuticas mais dispendiosas.