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Melhor ambiente físico nos locais de trabalho

Eng. José Martins dos Santos Engenheiro.*

Face aos crescentes problemas ambientais a resolver e à sua natureza, é um erro tratar estes assuntos dissociados das grandes questões da saúde em Portugal, o que frequentemente acontece.

À semelhança do que se verifica desde há duas décadas em alguns países industrializados, é urgente a criação da especialidade da Medicina Ambiental também entre nós.

Quando se pensa em conforto humano e produtividade laboral (e intelectual) de modo sério e sustentado é evidente a necessidade de se dar devido crédito à correlação positiva, há muito conhecida, entre produtividade laboral ou intelectual e o tratamento dado ao ambiente físico onde a pessoa desenvolve o seu trabalho. Esta é uma matéria sensível e de grande importância com alguma urgência na reflexão e na acção.

Repensar-se a importância do ambiente físico nos locais de trabalho e o seu impacte na saúde e consequentemente no índice de produtividade é não só uma exigência como um contributo sério para o bem-estar da sociedade.

Muito pouca consideração é dada em Portugal a este factor de desempenho laboral, embora o nosso país se encontre com índices de produtividade não invejáveis no enquadramento comunitário, com todas as consequências daí derivadas. Quando nos reportamos ao ambiente físico interior nos espaços de lazer o cenário não é, geralmente, mais agradável, se não mesmo decepcionante, em variadíssimos locais.

Será este facto também mais um problema cultural a resolver, mas aparentemente vamo-nos adaptando a estas situações, muito adversas à saúde pública e, portanto, à qualidade de vida, sem que com alguma energia se reclame ou proclame uma mudança de atitude nesta matéria. Casos existem de hospitais e lares de 3ª idade, por exemplo, em que os simples e moderados regulamentos europeus para a qualidade do ar interior não estão em aplicação.

Existe mesmo nestes edifícios uma imensidão de trabalhos a realizar neste campo para se criarem as condições de conforto físico mínimo aos ocupantes, proporcionando-lhes mais saúde e consequentemente menos dependência da acção medicamentosa que, em termos orçamentais, a todos vai pesando cada vez mais.

Não basta publicarem-se regulamentos ou guiões sobre poluentes químicos ou biológicos do ar, sobre ruídos ou sobre outros quaisquer factores do ambiente interior adversos à saúde é mesmo necessário fazerem-se cumprir estas regras no interesse de todos.

Porque em Portugal as disciplinas do Ambiente e da Medicina vivem ainda em «mundos» separados, torna-se necessário que mais diagnósticos ambientais ao interior dos espaços ocupados sejam efectivos e que uma componente destes trabalhos seja seguida por técnicos de engenharia no que envolve os sistemas de ventilação e ar condicionado e das ciências químicas e do ambiente, enquanto que a outra componente dos trabalhos deve ser acompanhada por especialistas na área da medicina, desde as amostras colhidas aos testes laboratoriais de modo a que as variáveis mais adversas à saúde sejam testadas e interpretadas em laboratórios acreditados e competentes.

— O que existe actualmente no ar que respiramos não existia de modo significativo há duas décadas atrás.

Os poluentes do ar interior são gerados externamente ao edifício e internamente, no próprio local. Em qualquer dos casos os modos de vida das pessoas, o enorme crescimento do número de viaturas automóvel, os novos materiais aplicados no interior dos espaços, incluindo algumas tintas, colas e vernizes, vieram drasticamente modificar a qualidade do ar que respiramos e as radiações a que estamos sujeitos no interior dos espaços.

Os poluentes identificados como mais críticos para a saúde humana são caracterizados em dois grandes grupos: os de origem externa ou introduzidos pelos sistemas de ventilação e ar condicionado e os de origem interna, como o perigoso fumo de tabaco, os formaldeídos que são emanados sobretudo de algumas tintas, colas e vernizes e ainda os críticos poluentes biológicos como os fungos, as bactérias, os ácaros e a legionella em particular.

Outros poluentes do ar existem igualmente adversos à saúde humana manifestados em forma de radiações, com origem externa ou interna, como o ruído e os campos electromagnéticos, estes últimos gerados a partir dos equipamentos eléctricos a funcionar perto dos ocupantes. Para todos estes poluentes existe um factor determinante na sua nocividade à saúde, isto é, o tempo de exposição do corpo humano aos poluentes. Aqui, como é óbvio, uma ocupação de 24 horas, como é o caso dos hospitais e lares de 3ª idade, por exemplo, está nas condições mais desfavoráveis para a saúde dos ocupantes.

— O que está a ser menosprezado ou ignorado em Portugal e o que deve razoavelmente verificar-se.

Pouco ou praticamente nada está a ser efectivamente realizado em Portugal no sentido de se avaliarem as situações dos ambientes físicos interiores adversos à saúde humana. Esta adversidade está a ser socialmente onerosa porquanto é este um conhecido factor negativo para a saúde e consequentemente do conforto e da produtividade humana.

Caricato é o facto de nos edifícios escolares, incluindo os edifícios de Ensino Superior, estas populações específicas e os próprios sindicatos tradicionalmente proclamadores de zelo dos interesses das populações específicas parecerem não reclamar que as situações anómalas nestas matérias mudem. Podem constatar-se nestes edifícios adversidades ambientais de toda a ordem: ruídos acima dos limites máximos admissíveis, poluentes químicos em concentrações excessivas, iluminação deficiente, etc.

É necessária e urgente a acção dos responsáveis pelos edifícios hospitalares e lares de 3ª idade para cuidados específicos em matérias relacionadas com o ambiente físico destes espaços. Isto porque estes são espaços onde os ocupantes, para além de possuírem incapacidades de graus diversos, estão sujeitos às condições do ar circundante durante as 24 horas do dia.

Assim, os diagnósticos ao ambiente físico destes espaços, seguido das necessárias medidas técnicas no âmbito da ventilação e ar condicionado, da electrotecnia das radiações, das ciências químicas e do ambiente e da medicina, é assunto de primeira necessidade para melhor qualidade nos serviços destes estabelecimentos de saúde. Muito importante também é o facto de estas melhorias poderem ser adquiridas a custos de investimento baixos, resultando no aumento de eficiência orçamental tão necessária nestas Organizações.

*Docente do Ensino Superior


Roche apoia investigação do transplante de órgãos

A Roche anunciou recentemente que manterá o seu apoio à Fundação Roche para a Investigação em Transplantação de Órgãos por mais três anos. Com uma doação anual de 5 milhões de francos suíços, o alargamento do período abrangido por este apoio é uma prova do empenho da Roche na investigação ligada à melhoria da qualidade de vida dos milhares de doentes que são submetidos ao transplante de órgãos.


50º Aniversário da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna

No passado dia 14 de Dezembro realizou-se a Sessão Solene Comemorativa do 50º Aniversário da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, que teve lugar na Sala de Actos da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, à qual se seguiu um jantar de confraternização no Carlton Palace Hotel.


2ª Conferência Internacional de Tecnologia Farmacêutica

O Centro Tecnológico do Medicamento, um departamento de carácter técnico-científico da Associação Nacional das Farmácias, organizou em Novembro a 2ª Conferência Internacional de Tecnologia Farmacêutica, subordinada ao tema «Medicamentos manipulados: uma necessidade terapêutica», que teve lugar no Porto, no Auditório do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, e onde se encontraram cerca de 300 participantes.


Curso de especialização em Terapia Floral

A Formanatur vai realizar um curso que tem como objectivo formar terapeutas capacitados para a prática de Terapia Floral. Trata-se de um curso de Especialização em Terapia Floral, que abordará temas da maior actualidade e importância, como o stress, a sexualidade, a depressão ou a insónia, entre muitos outros, à luz da terapia floral. O curso tem início em Fevereiro e é constituído por 18 aulas presenciais mensais. Os interessados podem inscrever-se através do número 21.464.97.80.


Visita ao Zoo

O Jardim Zoológico realizou no dia 13 de Dezembro o seu almoço anual de agradecimento aos meios de comunicação social pela colaboração e amizade prestadas durante o ano de 2001. Para além do almoço, os jornalistas foram ainda convidados para uma agradável visita pelo mundo animal e a tomar conhecimento dos objectivos do Zoo de Lisboa para o futuro.


in  MEDICINA & SAÚDE®  Nº  52, Fevereiro 2002

 


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