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Artigo de Saúde Pública®

Nº 76 / Janeiro de 2009






05 Cirurgia de cataratas: quando operar
- Dr. Fernando Vaz
O olho é dotado de uma lente natural chamada cristalino, situada atrás da íris. Por ela passam todas as imagens que captamos na retina, tendo por função focar objectos que se encontram a diferentes distâncias. O cristalino é transparente, mas com a idade ou algumas doenças como diabetes, alta miopia e corticoterapia vão surgindo opacidades.

A sintomatologia inicial passa pela dificuldade na visão em situações em que a luz incide directamente no olho gerando encandeamento. Em estados mais avançados a catarata gera diminuição da acuidade visual e em casos extremos a perda total da visão.

A catarata tem uma grande prevalência devido a uma maior longevidade da população e à maior agressividade de factores como a radiação ultravioleta da luz solar. Hoje opera-se muito mais precocemente que outrora, quer pela maior procura de qualidade de vida, quer porque a segurança da cirurgia permite a abordagem de olhos ainda com acuidades visuais razoáveis.

Assim, quando a diminuição da visão resultante da catarata interfere no seu quotidiano (ler, conduzir, ver TV, cozinhar, tomar medicação, fazer compras), com perda de independência e qualidade de vida, essa dificuldade e o seu impacto na vida normal do paciente, bem como as suas expectativas, devem ser ponderadas com o risco cirúrgico.

Essa ponderação decide o tempo certo para a cirurgia e é feita em conjunto por médico e paciente. É fundamental avaliar a condição global do olho já que a catarata pode não ser a única patologia a condicionar a visão. E devemos ter presente que quanto mais avançada e dura for a catarata mais dificultada estará a tarefa do cirurgião.

A cirurgia de catarata é o procedimento cirúrgico mais vezes realizado acima dos 65 anos de idade e também o mais bem sucedido. Em 2007 foram realizadas 82.000 cirurgias de catarata em Portugal, bem acima do número de cirurgias realizadas noutros países da União Europeia com uma população semelhante à nossa.

A técnica estandardizada desde os anos 90 é a facoemulsificação da catarata por uma incisão de 2 milímetros na córnea, com a introdução de uma lente dobrável. A evolução tornou a cirurgia mais segura e minimamente invasiva. Realiza-se em cerca de quinze minutos, sob anestesia tópica (gotas), tendo o paciente alta menos de uma hora após a cirurgia.

Esta cirurgia é incomparavelmente mais segura e as complicações são hoje uma raridade, mas requer uma grande experiência do cirurgião, para tirar partido de uma técnica mais sua­ve, mas também mais delicada, de modo a que a sua eficácia seja aproveitada ao máximo.

Ganha a batalha da segurança, o desafio que agora se apresenta aos Oftalmologistas é a batalha da precisão.

Através de sofisticados exames para o cálculo das lentes a introduzir, consegue-se em grande parte dos casos corrigir o erro refractivo prévio à cirurgia permitindo uma boa visão de longe sem óculos após a cirurgia. Mesmo o astigmatismo é agora possível de corrigir com o aparecimento das lentes tóricas. E com as lentes multifocais é possível proporcionar uma boa visão para longe e para perto sem óculos.

Em Portugal a Cirurgia de Cataratas, como aliás outras áreas da Oftalmologia, está ao nível do melhor que se faz na Europa e no resto do Mundo. Existem em Portugal diversos centros de excelência nesta área, dotados dos mais modernos equipamentos, não só cirúrgicos, mas também ao nível do diagnóstico.

A cirurgia de catarata é um momento único e decisivo na vida de uma pessoa, pelo que não deve ser encarada como um número numa lista de espera a abater, operado seja por quem for. A relação de confiança entre médico e doente é essencial, pelo que o paciente deve poder escolher o médico que o vai operar. Esse é um factor chave para o sucesso da cirurgia.

No tempo em que vivemos os pacientes não toleram o insucesso do acto cirúrgico. Quando se fala em segurança é na perspectiva de atingir os objectivos e as expectativas traçadas no pré-operatório. Desde que não coexistam outras patologias, na grande maioria dos casos, o paciente operado pode esperar a reabilitação total da visão logo nas 24 horas após a cirurgia.



Dr. Fernando Vaz
Responsável pela Secção de Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

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