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Artigo de Saúde Pública®

Nº 75 / Dezembro de 2008






10 Ambiente e Saúde: a ponte entre dois mundos
Entrevista com Dr.ª Regina Vilão, directora do Departamento de Políticas e Estratégias do Ambiente da Agência Portuguesa do Ambiente.
A protecção do ambiente e da saúde constitui um dos maiores desafios que se colocam à sociedade
moderna. O Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS) visa dotar o País de um instrumento
de referência para avaliação dos efeitos potenciais dos factores ambientais na saúde humana.



«As inter-relações entre o Ambiente e a Saúde são complexas», considera a Dr.ª Regina Vilão, directora do Departamento de Políticas e Estratégias do Ambiente da Agência Portuguesa do Ambiente.

A especialista explica que, «no sentido, de melhor compreender as relações de causa-efeito e proporcionar respostas efectivas neste contexto, foi elaborado o PNAAS, cuja coordenação está a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente e da Direcção-Geral da Saúde, em estreita articulação com vários ministérios».

Respondendo a compromissos assumidos, «o PNAAS adopta como estratégia a promoção e protecção da saúde e a prevenção da doença, alicerçada no conhecimento e na inovação das intervenções, nesta interface Ambiente e Saúde».

A implementação do PNAAS constituirá uma mais-valia nacional. «Ao promover a integração do conhecimento e a inovação, contribuirá para uma maior eficácia das políticas de prevenção, controlo e redução de riscos para a saúde com origem em factores ambientais.»

Segundo Regina Vilão, «a exposição aos factores ambientais depende das características destes factores per se, do período, intensidade e frequência da exposição, assim como de determinantes genéticos, socioeconómicos e estilos de vida adoptados».

«O peso de doença atribuível a factores ambientais depende do tipo de doença e da vulnerabilidade, designadamente associada ao género e grupo populacional», informa.

O PNAAS assenta em cinco vectores de intervenção: «integração de informação e investigação aplicada; prevenção, controlo e redução de riscos; informação, sensibilização, formação e educação; concertação de políticas e comunicação do risco; e articulação com as iniciativas internacionais de Ambiente e Saúde».

O Projecto de Plano «foi aprovado sob consulta pública e preconiza 36 acções programáticas, distribuídas por nove domínios prioritários, como a água, o ar, o solo e os alimentos», entre outros.

Relativamente às acções do PNAAS, Regina Vilão refere «o sistema de indicadores ambiente e saúde; a integração da informação por domínio prioritário e identificação de zonas de risco potencial; a rede de informação ambiente e saúde dirigida a profissionais; o sistema de alerta e resposta a questões emergentes; a formação e educação em ambiente e saúde».

Acrescenta ainda acções como «o sistema de vigilância dos efeitos na saúde associados a poluentes no ar ambiente; a vigilância epidemiológica dos efeitos na saúde associados à exposição a ruído ambiente; a monitorização de poluentes no solo e materiais sedimentares; os benefícios da utilização de águas termais», entre muitos outros.

Relativamente à sensibilização pública, Re­gi­na Vilão refere que «os resultados de um Inquérito indicam que cerca de 89% dos cidadãos europeus se preocupariam com o impacto do ambiente na sua saúde. Também uma avaliação contingente do PNAAS evidenciou que os residentes em Portugal não só estariam sensibilizados como dispostos a pagar pelas acções do Plano».

Considera ainda que «existe um momentum neste contexto, face ao alinhamento das opções estratégicas do PNAAS, com as prioridades comunitárias».


INSA também aposta na Saúde Ambiental

Reconhecendo a importância do tema, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) também tem um departamento dedicado à Saúde Ambiental. Ali se desenvolvem actividades na área do ambiente, particularmente no solo, águas e ar.

Esta secção do INSA tem por missão a promoção e protecção da Saúde Pública através de estudos e investigações, essencialmente preventivos, envolvendo a Saúde Humana e os factores de risco de natureza ambiental que a possam afectar, em estreita articulação com os mais variados serviços de saúde


Texto: Paula Pereira

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