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Artigo de Saúde Pública®

Nº 55 / Janeiro de 2007






04 Espaço Dor - Tratamento da dor obstétrica – Por um trabalho de parto menos doloroso
As dores do parto são naturais e não acarretam consequências negativas nem para a mãe, nem para o bebé. Mas é inegável que, se a dor for tratada, será menor o sofrimento da mulher neste momento tão importante.


Entende-se por dor obstétrica aquela que a mulher sente resultante do útero grávido, principalmente durante o trabalho de parto (TP), mas também no período pré e pós-parto. Trata-se, pois, de uma dor aguda que, nos dias de hoje, começa a merecer maior atenção dos profissionais de saúde. Muito embora se pense ainda que a ocorrência da dor no trabalho de parto é inevitável, há a possibilidade de a reduzir ou controlar.

A utilização de opióides (substâncias analgésicas), sobretudo endovenosos, é uma forma clássica de tratar a dor do trabalho de parto. «Embora estas substâncias sejam bastante inócuas, podem provocar algumas complicações no recém-nascido se forem usadas doses elevadas. Daí que a utilização de opióides endovenosos seja muito limitada», diz o Dr. Rui Costa, assistente hospitalar graduado de Anestesiologia do Hospital de Garcia de Orta.

Devido aos efeitos adversos que podem afectar o bebé, se o objectivo for administrar doses opióides de conforto para a mãe, poder-se-á utilizar a analgesia epidural. Pelo facto de esta analgesia ser administrada muito perto do sistema nervoso central, são necessárias doses significativamente mais baixas de opióides do que na utilização endovenosa.
«Não há repercussões, quer no trabalho de parto, quer no feto, e o efeito da analgesia é muito superior.» O ponto onde, habitualmente, se aplica a epidural situa-se entre duas vértebras que se encontram no fim da coluna lombar.

Epidural na cesariana

As consequências de não tratar a dor obstétrica são reduzidas, já que esta é uma situação natural, ou seja, é uma dor para a qual a mulher já está mais ou menos preparada e envolve um momento mágico da sua vida, capaz de «obscurecer muitas dores».

Contudo, está demonstrado que a dor do TP provoca o aumento das hormonas ligadas ao stress e estas, por sua vez, podem reduzir o afluxo de sangue ao útero e placenta, o que poderá provocar um aumento da irritabilidade uterina e partos pré-termo, partos instrumentados e asfixia fetal.
Desde que a mulher a peça, a analgesia epidural pode tornar o trabalho de parto «mais controlado e menos doloroso».

Na opinião de Rui Costa, nos partos por cesariana, a anestesia locorregional (como a epidural) é a melhor escolha. «Na anestesia epidural para cesariana, a perda de sensibilidade abdominal é muito superior à que ocorre na analgesia do TP. A mulher perde completamente a sensibilidade da dor e a força nos músculos abdominais.
Pelo contrário, com a analgesia do TP, a mãe fica com a dor atenuada e continua a sentir as contracções, sendo a sua força expulsiva muito importante no momento do parto.»

JORNADAS DEDICADAS À DOR

«As complicações do tratamento analgésico no perioperatório e trabalho de parto» é um dos temas que vai ser discutido no 5.º Convénio da Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor (ASTOR)/14.as Jornadas do Hospital de Garcia de Orta.

Este evento decorre no dia 26 do corrente mês, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, e será uma oportunidade para os especialistas trocarem ideias sobre temáticas como a dor e a sexualidade, fibromialgia e sexualidade, como podem a música e o cinema falar de dor, entre outras.


Texto: Madalena Barbos

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