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Artigo de Saúde Pública®

Nº 52 / Outubro de 2006






03 Unidades de AVC
- Prof. Doutor Victor Oliveira
O acidente vascular cerebral, vulgarmente designado
por AVC, ou incorrectamente por «trombose», constitui
a principal causa de morte e incapacidade permanente em
Portugal, enquanto na maioria dos países desenvolvidos
se situa em 3.º lugar.

As causas

As causas de um acidente vascular cerebral prendem-se
com a existência num indivíduo de situações que facilitam a sua ocorrência, são os chamados factores de risco vascular. Grande parte deles é bem conhecido da população: a tensão arterial elevada, a diabetes, os hábitos tabágicos, o excesso de gorduras no sangue, a obesidade e a falta de exercício físico e o excesso de bebidas alcoólicas.

Estes factores de risco são susceptíveis de se atenuarem ou mesmo desaparecerem desde que as pessoas decidam alterar comportamentos, é o caso de deixar de fumar, fazer uma alimentação equilibrada com poucas gorduras, poucos hidratos de carbono, pouco ou nenhum sal, muitas verduras e adaptadas as necessidades energéticas.

De facto a maioria da população come demais para as necessidades da sua vida mais ou menos sedentária. O grande factor de risco é, no entanto, a hipertensão arterial que sendo uma situação silenciosa, pois, em muitos casos não provoca sintomas enquanto ataca os vasos sanguíneos e promove a aterosclerose, até que um dia surge a catástrofe – o AVC.

O tratamento

Os acidentes vasculares podem ser mais ou menos graves consoante a localização e a extensão do tecido do sistema nervoso que é afectado e assim as consequências
também serão diversas.

Actualmente, existem tratamentos que permitem minimizar os efeitos desta catástrofe cerebral, ao mesmo tempo que se tem desenvolvido um sistema que junta uma série de cuidados a prestar a estes doentes de modo a minimizar as complicações, como sejam as infecções e as escaras resultantes de um acamamento prolongado.

O AVC é uma emergência: Nalguns casos é possível aplicar um tratamento que dissolve os coágulos e assim desentope os vasos. Mas tal benefício só se verifica se o tratamento for ministrado até três horas após o início dos sintomas. Por isso é necessário informar a população de que perante os sintomas sugestivos de AVC devem imediatamente chamar o 112.

O que é uma Unidade de AVC

Está hoje provado que os doentes vítimas de acidente vascular cerebral têm melhores resultados em termos do défice resultante e complicações e tempo de internamento quando são tratados em áreas especificamente preparadas para isso, são as «Unidades de AVC».

É um espaço físico (uma enfermaria) onde trabalham profissionais especialmente treinados para estas situações e onde se aplicam procedimentos, quer de diagnóstico, quer de terapêutica de acordo com protocolos que obedecem às recomendações científicas internacionais mais recentes.

São também realizados, sistematicamente, exames complementares que visam um completo esclarecimento da situação. Posteriormente estes doentes serão seguidos em consulta externa específica.

Umas das atitudes mais relevantes são os cuidados de fisioterapia que permitem a mobilização e o levante do doente, muito rapidamente.

Neste momento está a estabelecer-se em Portugal uma rede de Unidades de AVC de modo a cobrir todo o território nacional, esperando-se que no próximo ano se possa considerar tal cobertura satisfatória.

As consequências resultantes do elevado núme ro de AVC em Portugal exigem uma atitude determinada e assim a Direcção-Geral da Saúde, estabeleceu como uma das prioridades da sua actuação no combate ao AVC e a implementação da Rede Nacional de Unidades de AVC.


Prof. Doutor Victor Oliveira
Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de AVC.
Professor de Neurologia da Faculdade de Medicina de Lisboa


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Em colaboração com:
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