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Artigo de Saúde Pública®

Nº 52 / Outubro de 2006






15 Janela do Cidadão - Fazia-nos Bem
- Dr. Álvaro Cidrais
Linguareja-se sem razão, porque se ouviu… na televisão! Afirmam-se aberrações tão grandes sobre a saúde e a sua gestão. Fazia-nos bem, a todos, passar algumas horas por ano a servir num hospital ou no centro de saúde. Ganhávamos muito.


Ao longo dos anos em que tenho escrito na Medicina & Saúde® e neste jornal, prestado consultoria nestas áreas e tentado, por diversos níveis, promover a consciencialização sobre a cidadania e os direitos do cidadão, tenho verificado que muito se fala e pouco se conhece!

O Sistema de Saúde é, a par do da Educação e, eventualmente, do da Segurança Social, o mais complexo de gerir. Todavia, porque é essencial para cada um de nós, e porque leva uma das maiores fatias do orçamento de Estado, torna-se apetitoso para protagonismos e confabulações teoréticas que muito contribuem para a sua confusão.

Fazia bem a todos os que, como eu, opinam sobre estas temáticas passarem algumas horas por ano nas urgências hospitalares, nos centros de saúde e noutras unidades de serviço nesta área para compreenderem e afinarem a sua percepção sobre os factos e sobre o enorme «desumanismo» que, apesar das melhorias, grassa pelo sector.

Não é, de certeza, nos consultórios e nas unidades privadas de saúde que melhor se conhecem os verdadeiros problemas de aceder e ser tratado nas unidades de saúde em Portugal!

Talvez assim percebessem a importância de desenvolver uma sensibilização da população para a necessidade de participar activamente na construção de um sistema de saúde de qualidade, para todos.

E, atenção, que esta perspectiva não exclui – muito pelo contrário – a existência de um pujante sector privado de actividades de saúde. Apenas obriga a inovações nas concepções de saúde, sociedade e economia!

Por outro lado, fazia bem, a todos os cidadãos, passarem umas horas por ano a prestar serviço nos hospitais e centros de saúde. Sentiriam na sua pele, veriam com os seus olhos, o sofrimento de quem está doente e dos seus familiares.

Perceberiam o que custa ser doente crónico num concelho do Alentejo e esperar um dia inteiro sentado nos bancos de uma «ambulância» para ter uma consulta no hospital de Santa Maria.

Com uma experiência deste tipo, conheceriam o sofrimento de quem nem sequer sabe como enfrentar a doença que o atingiu. Esta vivência contribuiria, sem dúvida, para promover uma atitude mais consciente e de maior serviço aos outros. A seu tempo, permitiria que se encarasse a gestão da saúde como um problema nosso e não como uma simples preo cupação dos políticos e gestores.

É imperioso construir uma atitude geral de coresponsabilização.

É por este motivo que refiro, com frequência, a necessidade de ligar a educação e a saúde. De pouco vale termos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos laboratoriais, terapeutas e outros especialistas altamente qualificados nas unidades de saúde se não possuirmos uma população informada e capaz de contribuir para o esforço conjunto de promoção da saúde. Isto implica: informação e educação.

Pouco adianta investir dinheiro neste Ministério se os cidadãos não forem capazes de promover e preservar o seu bom estado de saúde. Será uma forma de desbaratar recursos. Com poucos ganhos!


Dr. Álvaro Cidrais
Geógrafo e Consultor
[email protected]

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