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Artigo de Saúde Pública®

Nº 101 / Junho de 2011






03 Conhecer, diagnosticar e tratar a hepatite C
- Prof. Doutor Guilherme Macedo
Quando se pensa em hepatite C há a tendência para se associar a doença a determinados grupos de risco, mas a realidade é diferente. Uma simples tatuagem, num local que não cumpre as regras de higiene e segurança, ou uma transfusão sanguínea feita antes de 1992 é o suficiente para se ter contraído o vírus. Quanto ao tratamento, haverá, em breve, novos medicamentos para os doentes com hepatite C.

170 milhões de pessoas, ou seja 3% da população mundial, estão infectadas pelo vírus da hepatite C (VHC), segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma doença transmitida por exposição a sangue infectado e que está associada à utilização de drogas injectáveis e a outros comportamentos de risco, mas que pode afectar qualquer pessoa, como quem recorre a técnicas invasivas em locais onde não se cumprem as regras de higiene e segurança.

Apesar de não haver dados fidedignos, estima-se que, em Portugal, existam 150 mil pessoas infectadas pelo VHC, «o que significa uma percentagem muito pequena de pessoas que sabem que têm o vírus e uma ainda menor de pacientes a receberem tratamento», de acordo com o Prof. Doutor Guilherme Macedo, director do Serviço de Gastrenterologia do Hospital de São João, no Porto.

No âmbito do Dia Mundial das Hepatites, que se assinala no dia 28 de Julho, o especialista alerta para as consequências desta realidade, que «implica mais sofrimento para os doentes, mais assistência hospitalar e aumento dos custos, face ao impacto negativo e limitativo de uma patologia que afecta o fígado».

«Infelizmente verificamos um grande desconhecimento sobre esta doença.
A transmissão do vírus acontece através de objectos cortantes ou invasivos, como agulhas, e, em casos pouco frequentes, através de comportamentos sexuais de risco.» E os riscos não se ficam por aqui. «Os familiares dos doentes também podem ser infectados se utilizarem os mesmos materiais cortantes, assim como as pessoas que, por exemplo, fazem tatuagens em locais onde não são cumpridas as normas de higiene e segurança», explica.

E acrescenta: «Actualmente, já existem mais informações, que evitam um maior contágio, mas não era assim antes de 1992. Antes, as formas mais comuns de transmissão estavam relacionadas com as transfusões sanguíneas, o uso de seringas e outros materiais utilizados pelos toxicodependentes, assim como uso indevido de objectos cortantes e de material reutilizável não esterilizado.» A falta de esterilização afectou, por exemplo, «muitos antigos combatentes do Ultramar, quando foram alvo de um plano massivo de vacinação numa altura em que não havia esses cuidados.»


O VHC é uma das razões mais frequentes para a realização de transplantes hepáticos na Europa e nos Estados Unidos da América e, à medida que a população envelhece, aumenta a prevalência das consequências desta doença, como a cirrose, a insuficiência hepática e o carcinoma hepatocelular.

Como o VHC pode ser, inicialmente, assintomático, Guilherme Macedo considera que «quem tenha estado exposto a algum tipo destas situações, deve pedir ao médico de família um rastreio.» «Quanto mais cedo for diagnosticada, menos hipóteses há de se ter complicações mais graves, como a cirrose e o cancro do fígado». Nas fases mais avançadas predomina a fadiga, sintomas gripais, seguindo-se um período de perda de apetite, aparecimento de urina escura e icterícia.

Guilherme Macedo salienta, no entanto, que a questão das transfusões sanguíneas e da vacinação só constituiu uma via de transmissão do VHC naquela altura. «Hoje em dia cumprem-se todas as normas necessárias no que diz respeito ao sangue e às vacinas.»

Actualmente, em termos de tratamento, utiliza-se o interferão peguilado e a ribavirina, mas nem sempre se consegue uma resposta muito positiva, nomeadamente nos doentes com o genótipo tipo 1, que predomina nos países da Europa Ocidental – incluindo Portugal – e nos Estados Unidos da América. «Não é impossível tratar estes doentes, mas as probabilidades são muito menores, comparativamente a outros genótipos. Todavia, vão ser aprovados, felizmente, novos medicamentos, que chegarão ao mercado nacional dentro em breve», refere Guilherme Macedo.

É sempre uma boa notícia haver novas terapêuticas a caminho para quem tem uma resposta menos positiva aos tratamentos convencionais, mas a prevenção continua a ser «a melhor arma para evitar a doença ou para, pelo menos, detectá-la numa fase inicial, a fim de se evitar maiores complicações».


Texto: Maria João Garcia

Comentários

Julio Ferreira às 13:22 30-08-2011 :

Um grande abraço ao Prof. Doutor Guilherme Macedo, um excelente colega!

luis sousa às 13:22 27-06-2011 :

Só para dizer que achei um artigo muito interessante. Desconhecia alguns dos factos

ver comentários (2)        

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