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Artigo de Medicina e Saúde®

Nº 92 / Junho de 2005






68 Dossiê - Causas, sintomas e tratamentos das infecções vaginais
Causas, sintomas e tratamentos

Por vergonha ou preconceito, as mulheres pouco falam de infecções vaginais.

O problema não chega sequer a sair das quatro paredes do consultório médico, isto na melhor das hipóteses, já que muitas insistem em automedicar-se só para não partilharem o assunto com ninguém.

Fungos, bactérias, vírus ou parasitas são os responsáveis pelas incómodas infecções vaginais, que podem ocorrer nas mulheres nas mais diversas situações.

«Algumas infecções vaginais são adquiridas sexualmente; outras dependem mais de factores locais, já que os agentes existem no meio. A transmissão é feita principalmente por contacto sexual por proximidade a partir do intestino e ânus. Os agentes causadores podem ser de variados tipos. Vírus nos casos do herpes e papiloma. Bactérias, aeróbias e anaeróbias. Fungos, género Cândida. Parasitas, espécie Trichomonas vaginalis», explica o Prof. Martinez de Oliveira, director do Departamento de Saúde da Mulher e da Criança do Centro Hospitalar da Cova da Beira, SA, na Covilhã e professor da Universidade da Beira Interior.

Quando microrganismos presentes no ânus e na flora intestinal sem causar qualquer problema são arrastados para a vagina (zona não preparada para receber estes agentes), pode ocorrer uma infecção vaginal. Quando não é esta a origem da infecção, o contacto sexual com um parceiro infectado é a causa apontada.

«Sexualmente transmissíveis são a tricomoníase, o herpes, os condilomas. Outras como a bacteriose vaginal ou a vaginite atrófica não o são», assegura o especialista.

Transtorno insuportável

A comichão, o ardor, a dor ao urinar e durante as relações sexuais, o corrimento ou fluxo abundantes e o odor intenso são sintomas característicos das infecções vaginais. O transtorno e mal-estar que causam nas mulheres pode até afectar a sua vida sexual.

«A candidose e a tricomoníase podem provocar um mal-estar insuportável, com ardência e comichão intensas, podendo tornar mesmo impossíveis as relações sexuais. A bacteriose caracteriza-se, por seu turno, por corrimento abundante e mau cheiro, semelhante a carne ou peixe podre», esclarece Martinez de Oliveira, acrescentando que «estes três tipos de infecções são os mais comuns entre as mulheres, mas que podem também afectar os homens».
Ainda de acordo com o mesmo especialista, «a tricomoníase afecta os homens, mas raramente lhes provoca sintomas. A candidose afecta o homem frequentemente, tal como a condilomatose. É discutível o papel do homem na bacteriose».

Tratar e prevenir

Se alguns tipos de infecções vaginais podem ser prevenidas através da redução de comportamentos sexuais de risco, outros não têm como ser evitados.

Segundo o director do Departamento de Saúde da Mulher e da Criança do Centro Hospitalar da Cova da Beira, «a verdadeira prevenção só existe para as sexualmente transmissíveis, pela não prática de relações sexuais que envolvam risco ou não utilização de preservativo.

A higiene pessoal pode ter importância, mas pode também pecar por defeito como por excesso».

A limpeza da vagina, após idas à casa-de-banho, deve ser feita da frente para trás para evitar que agentes infecciosos do ânus e do intestino sejam arrastados para zonas desprotegidas desses mesmos agentes.

Quanto aos métodos terapêuticos e à aplicação de medicamentos específicos podem variar de acordo com a origem da infecção.

«Admite-se que uma das razões para o aumento de dificuldade no tratamento de algumas delas resulta do divulgado autotratamento sem confirmação de diagnóstico. De facto, quando se controlam estes casos verifica-se que o diagnóstico estaria errado em pelo menos metade dos casos. Recomenda-se, por isso, a observação e confirmação clínicas», adverte Martinez de Oliveira.

Sem recorrer a um especialista, que fará o correcto diagnóstico da infecção e o respectivo tratamento, as mulheres poderão estar expostas a riscos bem mais graves.
«O sofrimento prolongado (candidose crónica, por exemplo), a disseminação da infecção sexualmente transmitida (tricomoníase, por exemplo), infecções mais graves do tracto genital superior (útero e trompas, na bacteriose) e mesmo risco de cancro (condilomatose genital)», alerta o professor supracitado.

Em alguns tipos de infecções vaginais o tratamento deve ser seguido não só pela mulher como também pelo seu parceiro sexual, para evitar que se voltem a infectar um ao outro.
Antes do tabu e do preconceito deve estar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida. Motivos estes que devem levar as mulheres a procurar um médico especialista capaz de acabar de vez com o problema e a prevenir males maiores.
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