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Artigo de Medicina e Saúde®

Nº 119 / Setembro de 2007






18 Promover e apoiar o aleitamento materno
Entrevistas com Rita Penteado e Dr.ª Isabel Rute Reinaldo da SOS Amamentação
Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros. Contudo, muitas mães não amamentam os seus bebés ou deixam de amamentar precocemente. Se não for por opção, devem saber que existem soluções. Estão à distância de um telefonema ou de um clique.


Quando estava grávida da Maria, actualmente com 4 anos, Rita Penteado ouviu resignada a notícia de que não poderia amamentar.

«A minha médica disse-me que iria ter enormes dificuldades, porque tinha mamilos planos. Quando a bebé nasceu, a enfermeira disse que não tinha leite suficiente para a alimentar», relata esta mãe de 31 anos.

«Como eram especialistas em saúde a informar-me, pensei que fosse uma situação impossível de alterar. Uns dias depois, deu-se a subida de leite e os mamilos começaram a sangrar e ficaram fissurados. A pediatra sugeriu que tirasse o leite com a bomba de três em três horas, para colocar no biberão», diz Rita Penteado, que alimentou a Maria durante três semanas desta forma.

«Curiosamente, quanto mais leite tirava mais saía, ao ponto de retirar o triplo da quantidade de leite que a Maria tomava. O ingurgitamento era constante, o que acabou por causar uma mastite e um desconforto que a médica resolveu aconselhando-me a secar o leite. Hoje, quando penso nisto, sinto vontade de chorar», desabafa esta lisboeta, empresária de profissão.

Quatro meses depois engravidou e voltou a ouvir da boca de especialistas que não iria ser possível amamentar. Porém, tal não aconteceu. O Miguel, de 3 anos, alimentou-se do seu leite até aos 7 meses.

O que mudou? O facto de entre gravidezes ter conhecido a SOS Amamentação.

Certo dia, lia uma revista especializada em Puericultura quando tomou conhecimento desta associação, que promove e apoia o aleitamento materno. Ligou para o número telefónico indicado e abraçou as informações obtidas.

As dores que sentia no peito ao dar de mamar foram explicadas: o bebé fazia a pega na mama de forma incorrecta. Também seguiu algumas indicações, tais como não usar chupetas, nem biberões ou suplementos alimentares.

«Se não tivesse entrado em contacto com esta associação não teria amamentado o Miguel. Tornei-me voluntária para tentar que outras mães não passem por situações iguais ou idênticas à que tive com a Maria», afirma Rita Penteado, que presta apoio telefónico e domiciliário na SOS Amamentação, sendo também responsável pela gestão do sítio www.sosamamentacao.org.pt aos níveis informático e de conteúdos.





Apoiar as gestantes

É normal ter dores quando mama? O que fazer quando se dá a «subida do leite» e o peito está ingurgitado? O que é uma pega correcta? Existe leite fraco? Como aumentar a produção de leite e evitar o suplemento? É possível amamentar um bebé adoptado?

Estas e muitas outras questões são dirigidas por futuras ou recém-mães à SOS Amamentação, nomeadamente, para o fórum do sítio, através do telefone ou por e-mail.

A resposta é fornecida pelas cerca de 15 voluntárias, mediante escala horária. A maioria teve uma experiência semelhante à da Rita Penteado, no sentido de terem recebido ajuda, e pretenderam auxiliar outras mulheres. Muitas, além de serem mães de profissão, exercem uma actividade profissional, algumas delas ligada à saúde. E todas receberam formação em Aconselhamento em Aleitamento Materno, segundo as orientações da Organização Mundial de Saúde e da UNICEF.

Apesar de ter sido formada como Associação em 2003, a SOS Amamentação deu os primeiros passos em 1998, com a criação da linha telefónica 213 880 915, que funciona 24 horas por dia.

«O telefone encontra-se nas instalações da Ajuda de Mãe e apenas tem uma mensagem no voice mail, que indica os contactos das voluntárias. Isto porque deixámos de ter recursos para continuar com o reencaminhamento de chamadas», indica a Dr.ª Isabel Rute Reinaldo, co-fundadora e coordenadora da SOS Amamentação.

Actualmente, os telefonemas ascendem a 500 por mês. A morada vir-tual foi criada em 2004 e tem vindo a ter muito sucesso, com as mais de duas mil visitas mensais.

Além do apoio virtual, telefónico e domiciliário às lactantes, a Associação SOS Amamentação também objectiva promover o aleitamento materno através de acções de formação, informação, divulgação e educação dirigidas a grávidas, mães e profissionais de saúde.

Da ideia à concretização

«Ao trocar impressões com um casal amigo norueguês, apercebi-me que a informação sobre aleitamento materno no nosso País era escassa. Interessei-me cada vez mais pelo tema, lendo literatura em Inglês, e pensei em várias possibilidades de divulgação», conta Isabel Rute Reinaldo, mãe pela primeira vez em 1991.

O facto de ter dado à luz seis bebés fez com que frequentasse inúmeras aulas de preparação para o parto e foi nessas sessões que começou a divulgar informalmente os benefícios da amamentação. As grávidas, as amigas e as conhecidas foram o seu primeiro público-alvo.

«Em 1996, a Prof.ª Isabel Loureiro, da Escola Nacional de Saúde Pública, soube desta minha vontade em informar as gestantes e convidou-me para realizar o Curso de Formação de Aconselhamento em Aleitamento Materno, no âmbito dos Hospitais Amigos dos Bebés, um projecto internacional da OMS e da UNICEF que promove o aleitamento materno», diz a coordenadora da SOS Amamentação, prosseguindo:

«Durante o Curso conheci a Enfermeira Teresa Félix, a quem apresentei a ideia de se criar uma linha telefónica. Assim, juntamente com outra mãe, criámo-la e o seu desenvolvimento foi tão positivo que começámos a sentir a necessidade de oferecer outro tipo de apoios às grávidas.»

Hoje, volvida quase uma década e criadas outras formas de apoio, os resultados são visíveis. Todavia, os sonhos não finalizaram. «Gostávamos de ter um espaço próprio, agradável, onde as mulheres pudessem dirigir-se, mas neste momento não é possível, devido à falta de financiamento», comenta a mentora desta Associação.


Contacto:
SOS Amamentação
Tel.: 213 880 915
Telemóveis: 934 169 466 e 962 974 915
E-mail: [email protected]
Sítio: www.sosamamentacao.org.pt
Sede: Rua João Chagas, 161 – 2.º D.to, 2795-102 Linda-a-Velha


Texto: Sofia Filipe

Comentários

Margarida Telhado às 23:15 03-05-2009 :

Tenho alguma formação em amamentação pelo facto de ter sido voluntária na Maternidade Alfredo da Costa durante 11 anos e presentemente no serviço de Obstetricia do Hospital Amadora Sintra onde sinto que a minha prestação poderia ajudar bastante mais as mães se fosse efectivamente conselheira de aleitamento materno. As formações que tenho não comtemplam as 40 horas preconizadas e a pratica que é que me vai ajudando a apoiar estas mães com a supervisão dos tecnicos.

Tenho 3 filhos. Amamentei os gémeos até aos 7 meses e o outro até aos 2 anos e 2 meses. Adorei dar lhes de mamar e até agora são adolescentes e criança cheios de saúde, alegria e felicidade.

Como instrutora de massagem infantil a bebés, também me era útil esta formação para um melhor esclarecimento e incentivo ás mães que amamentam.

Preciso de contactos para me inscrever no Curso de Formação de Aconselhamento em Aleitamento Materno segundo as orientações da UNICEF. Se possível ainda este ano.
Não consigo aceder aos site da SOS amamentação.
Aguardo a vossa resposta
Margarida Telhado

Margarida Sim-Sim às 16:30 13-12-2008 :

Sou professora de enfermagem e sinto necessidade de me actualizar em aleitamento materno. Gostaría de ter informações sobre cursos de aleitamento materno em Portugal. Muito obrigada
Margarida Sim-Sim

Paula às 11:08 27-02-2008 :

Devo dizer que esta é uma Associação excepcional que tem ajudado mamãs de bebés de uma forma incrível. É realmente lamentável a falta de informação sobre aleitamento materno no nosso país. Praticamente sabemos (mesmo sem ser por experiência) mais sobre ordenhar vacas que sobre amamentação. Pior ainda é que os ténicos de saúde pouco sabem sobre o assunto e aconselham mal as mães levando a uma introdução precoce do famoso suplemento substituindo o precioso leite materno.
Com mais informação, as mãe portuguesas iriam com certeza amamentar mais tempo.
Mais uma vez, parabéns e obrigado!
Paula (mãe de 2ª viagem com 6 meses de amamentação exclusiva e a caminhar para os 2 anos recomendados pela OMS)

Paula às 11:08 27-02-2008 :

Devo dizer que esta é uma Associação excepcional que tem ajudado mamãs de bebés de uma forma incrível. É realmente lamentável a falta de informação sobre aleitamento materno no nosso país. Praticamente sabemos (mesmo sem ser por experiência) mais sobre ordenhar vacas que sobre amamentação. Pior ainda é que os ténicos de saúde pouco sabem sobre o assunto e aconselham mal as mães levando a uma introdução precoce do famoso suplemento substituindo o precioso leite materno.
Com mais informação, as mãe portuguesas iriam com certeza amamentar mais tempo.
Mais uma vez, parabéns e obrigado!
Paula (mãe de 2ª viagem com 6 meses de amamentação exclusiva e a caminhar para os 2 anos recomendados pela OMS)

Helena C. às 11:17 25-02-2008 :

Sou mãe de um menino com 9 meses e graças ao SOSamamentação ainda o estou a amamentar. Quando o meu filho tinha 7 dias tive o meu grande 1º problema com a amamentação, o meu filho chorava, recusava-se a mamar e afastava o peito, o meu desespero era tanto que claro que pensei em ir comprar uma lata de leite pois achei que o bébe não devia estar a receber leite suficiente. Graças ao apoio do SoSamamentação essa crise foi ultrapassada sem ter de recorrer a outros leites sem ser o materno e o meu filho cresceu bem e saudável. Estarei sempre em dívida para com o SOSamamentação pois o valor dos conselhos que me deram não tem medida, foram simplesmente espectaculares. Um muito obrigada sempre. Tenho recomendado o site a todas as grávidas que conheço que querem amamentar.

CIDALIA às 13:23 24-02-2008 :

Parabéns. Sou mãe de dois meninos de 5 anos e 16 meses. O 1º foi amamentado até aos 14 meses e não foi mais tempo por falta de informação, pensei que o leite já não era suficiente. O 2º com 16 meses continua a ser amamentado e vai ser enquanto quiser. Só quando tive o 2º filho conheci esta associação e desde esse dia já nada me fez pensar que nem sempre era possível amamentar. Tinha o meu filho 3 meses quando eu tive uma pneumonia e tive de deixar de amamentar durante 5 dias para tomar injecções, continuando a tirar leite com a bomba para não secar. Tive de lhe dar leite de lata. só mais tarde soube através das voluntárias que não era necessário ter deixado. Os médicos não estão minimamente informados sobre este tema. Uma noite acordei e desesperei ao verificar que o meu bébé mamava e chorava, eu tinha o peito mole e pensei ...acabou...chorei o resto da noite e começei a dar o leite de lata. No dia seguinte liguei às voluntárias, disseram- me para ter calma, respirar fundo, por o bébé ao peito, imaginar a água de um rio a correr, isto tudo num ambiente tranquilo. voltei a amamentar e apartir deste dia acreditei que é sempre possível amamentar desde que se queira. o meu 2º filho mamou em exclusivo até aos 6 meses, o 1º não por desinformação. Com estas experiências só tenho a dizer obrigado por existirem, caso contrário nunca tinha chegado tão longe. Gostava de poder ajudar as mães que desconhecem o milagre da amamentação, quem sabe um dia. Bjs.

Francisca às 12:41 16-02-2008 :

Os meus parabéns a esta equipa de grandes Mulheres!
Tenho 2 filhos e quem me dera ter tido oportunidade de conhecer - na altura - a Associação SOS Amamentação. Passei realmente grandes dificuldades e não foi fácil ultrapassar a grande dose de frustação (mais do que a dor física) em não conseguir amamentar os meus filhos ao fim de algumas semanas... e o esforço não foi pouco... mas sem ajuda de ninguém «não há milagres»!!
Já visitei o website da SOS Amamentação e tem informações muito úteis. Espero um dia poder vir a colaborar como voluntária quando tiver a minha vida profissional mais estabilizada.

Bjs
Francisca M.

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