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Artigo de Medicina e Saúde®

Nº 118 / Agosto de 2007






20 Estomatologia - Da sensibilidade à cárie dentária
O aumento da sensibilidade às variações de temperatura ou à presença de doces ou alimentos ácidos pode ser um indício da existência de cárie dentária. Escovar frequentemente os dentes é uma medida preventiva desta doença.


Tudo começa quando as bactérias, que estão na placa bacteriana, libertam ácidos. Estes seres microscópicos alimentam-se do açúcar que se encontra nos diversos alimentos ingeridos. «Água mole em pedra dura tanto bate até que fura» é um excelente ditado para caracterizar a continuação desta situação. Pois é, acontece que a contínua libertação daqueles ácidos provoca cárie dentária. É, porém, um processo relativamente moroso.

«Desenvolve-se a partir da desmineralização do esmalte e da dentina, por acção dos ácidos produzidos pelas bactérias cariogénicas presentes na placa bacteriana (aderente aos dentes). A progressão da desmineralização faz-se para a constituição de cavidades nos dentes afectados», explica o Prof. José Pedro Figueiredo, médico estomatologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD), acerca da cárie dentária, uma doença que, de acordo com alguns dados, deve afectar cerca de 55% dos portugueses.

Outubro é o «Mês da Saúde Oral». Trata-se de uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, com a qual tem sido possível ter uma estimativa da incidência em alguns sectores da população.

Segundo uma amostra estudada, em 2006, apurou-se que 56% das crianças dos 8 aos 16 anos tinha cárie e que pelo menos cerca de 36% dos adultos se queixava de dor, infecção ou sensibilidade.

«O mais relevante elemento colhido dos vários estudos epidemiológicos disponíveis é a noção de que a cárie atinge vastos sectores da população, havendo uma grande necessidade de desencadear intensos esforços para combater esta doença que atinge muitos portugueses e de todas as idades», comenta José Pedro Figueiredo.

Se a cárie estiver numa fase inicial, por norma, é assintomática. A progressiva desmineralização das superfícies dentárias origina aumento da sensibilidade às variações de temperatura ou à presença de doces ou alimentos ácidos. A dor aparece quando atinge porções mais profundas da dentina.

«Habitualmente, se não houver trata­mento profissional adequado, segue-se a fase de pulpite (inflamação da polpa) irreversível, caracterizada por dor pulsátil muito intensa, com dificuldade de resposta aos analgésicos», informa o presidente da SPEMD, sublinhando:
«Pode seguir-se a infecção da polpa e do tecido ósseo na extremidade do dente, conduzindo a abcesso e inflamação dos tecidos moles da face.»

Prevenção e tratamento

Tal como acontece com muitas outras doenças, no que diz respeito à cárie, a conhecida máxima «Mais vale prevenir que remediar» é a regra mais acertada.

A principal medida preventiva é escovar regularmente os dentes, pelo menos duas vezes por dia, para diminuir a quantidade de bactérias na cavidade oral.

«Podemos intervir reforçando a capacidade de resistência dos tecidos duros dos dentes, fornecendo flúor na própria escovagem, com a utilização de um dentífrico fluoretado», indica José Pedro Figueiredo, aconselhando:
«Adicionalmente, deve praticar-se uma alimentação saudável, evitando os alimentos doces, sobretudo nos intervalos entre as principais refeições.»

O tratamento da cárie, regra geral, consiste na remoção dos tecidos dentários cariados e a sua substituição por materiais artificiais, sendo os mais usados a amálgama de prata e as resinas compostas.

«Quando a cárie se desenvolveu até ao ponto de atingir a polpa do dente, impõe-se adicionalmente a remoção do conteúdo infectado da polpa, através de um tratamento endodôntico radical, habitualmente conhecido por desvitalização do dente», garante o mesmo estomatologista, sublinhando que «nalguns casos a destruição dentária é tão significativa que pode não restar outra solução que não a irreversível extracção dentária».

E conclui: «Em qualquer circunstância, o recurso a um profissional qualificado é mandatório, porquanto existem hoje múltiplas alternativas técnicas – cuja escolha deve ser ponderada caso a caso pelo médico estomatologista ou pelo médico dentista.»


Texto: Sofia Filipe
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