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Artigo de Medicina e Saúde®

Nº 107 / Setembro de 2006






64 Opinião: A cirurgia plástica
- Dr.ª Anabela Ferreira
A genética e a acção do tempo na biologia humana produzem deficiências morfoestéticas que desvalorizam a nossa imagem.


Renove o seu corpo


Quando a dieta, o exercício físico ou a cosmética não chegam para resolver os problemas de excesso de gordura localizada, o envelhecimento cutâneo ou outras deformações anatómicas, nomeadamente o grande aumento de volume mamário, a flacidez ou as deformações abdo­minais, é possível recorrer à cirurgia plástica para correcção de todos estes problemas.

A solução existe

Os progressos efectuados ao longo dos últimos 20 anos na área da cirurgia plástica permitem corrigir de forma eficaz as imperfeições do nosso corpo. Efectivamente, tem ocorrido uma autêntica evolução tecnológica neste campo, sobretudo no que diz respeito às técnicas de adelgaçamento por lipoaspiração e lipoescultura.

Um grande número destas intervenções plásticas podem hoje ser praticadas em regime ambulatório, com o paciente a passar uma a duas horas no hospital ou clínica e a regressar a casa cerca de 30 minutos após a intervenção.

Mas para consulta fácil sobre as várias técnicas cirúrgicas apresentamo-las por zonas e regiões a tratar, não esquecendo a informação sobre o pré-operatório e o pós-operatório.

Técnicas praticadas em regime ambulatório

Pálpebras
O envelhecimento facial começa pelas regiões orbitárias, com rugas no canto externo dos olhos, excesso cutâneo superior e bolsas de gordura nas pálpebras inferiores.

Blefaroplastia (pálpebras) e ritidectomia (correcção das rugas): das pálpebras superiores e inferiores com excisão das bolsas de gordura e excesso cutâneo.

Orelhas
Otoplastia. Trata-se de uma intervenção cirúrgica aos pavilhões auri­culares que se encontram afastados do couro cabeludo e em que existem deformações do contorno das cartilagens. É feita sob anestesia local ou geral.

Papada ou «duplo queixo»
Lipoaspiração cervical. Pode solucionar-se o problema da acumulação de gordura ao nível da região submentoniana (duplo queixo) aspirando a gordura superficial com cânulas finas (pequenas incisões cutâneas).

A operação pode realizar-se sob anestesia local, sendo necessário o uso de compressão elástica nos primeiros dias. Associa-se muitas vezes esta intervenção com uma ritidectomia facial (lifting), quando há flacidez e envelhecimento cutâneos. Neste caso, a intervenção cirúrgica realiza-se sob anestesia geral e o paciente permanecerá internado por um período de 48 horas.

Membros inferiores
Para o tratamento dos membros inferiores, a lipoaspiração é a técnica mais utilizada. As mulheres tendem a armazenar gorduras ao nível das nádegas, face interna e externa das coxas e joelhos. A lipoaspiração, lipoes­cultura e lipossucção, combinadas algumas vezes com remoção do excesso cutâneo, são os métodos mais utilizados.

Coxas, face interna
Lipossucção combinada com lifting crural. É feita previamente uma lipoaspiração do excesso de gordura existente na zona seguida de um lifting para combater a flacidez cutânea. Consiste no esticar da pele e retirar do excesso cutâneo, deixando uma cicatriz ao nível das regiões inguinais.

Coxas, face externa
Lipoaspiração e lipoescultura. Através da introdução de cânulas finas, por pequenas incisões cutâneas, é retirado o excesso de gordura acumulado nestas regiões. A operação é feita sob anestesia geral e necessita do uso da cinta elástica compressiva durante seis semanas.

Nádegas
Lipoescultura de região: com introdução prévia nas zonas a tratar de um líquido fluidificante das gorduras, com cânulas muito finas, seguida de uma lipossucção modelante. É necessário o uso de compressão elástica no pós-operatório.

Técnicas praticadas em regime de internamento

Nariz
Rinoplastia correctiva. Nas deformações nasais como «nariz grande» – nariz adunco ou queda da ponta – está indicada a intervenção cirúrgica que se efectua por via endonasal com encurtamento nasal, excisão dorsal e levantamento da ponta. É efectuada sob anestesia geral e requer um internamento de 24 horas.

Rinosseptoplastia. Nas deformações nasais que se acompanham com desvio do septo nasal e obstrução nasal está indicada a rinoplastia correctiva acompanhada de correcção do septo nasal.

Braços
Lipoaspiração mais lifting. A acumu­lação de gorduras e flacidez dos braços pode ser corrigida mediante a lipoaspiração com cânulas finas, seguida de remoção do excesso cutâneo.
A cicatriz estende-se da axila ao cotovelo.
É ne­cessário o uso no pós-operatório de mangas elásticas especiais. Necessita de 24 horas de internamento.

Mama
Plastia mamária de aumento. Quando a mama é muito pequena pode aumentar-se o volume com a colocação de próteses mamárias por baixo do músculo peitoral. As cicatrizes ficam colocadas nas axilas. Exige anestesia geral e internamento de 24 horas. É necessário o uso de compressão elástica.

Plastia mamária de redução. Consiste numa redução do volume mamário e reposicionamento da mama com elevação e fixação da glândula mamária. Exige anestesia geral, dois dias de internamento clínico ou hospitalar e uso de soutian elástico.

Abdómen
Abdominoplastia. É uma intervenção cirúrgica em que se remove o excesso cutâneo e a gordura e se faz a reparação da musculatura do abdómen. A intervenção é efectuada sob anestesia geral, tem uma duração aproximada de duas horas e requer 48 horas de internamento. É importante o uso de uma cinta elástica especial durante cerca de seis semanas.

Lipectomia ou miniplastia abdominal. É feita uma lipoaspiração modelante e excisão do excesso cutâneo (24 horas de internamento).


PRÉ-OPERATÓRIO

1. É necessário recolher uma história cuidada do paciente, fazer um diagnóstico correcto e um estudo laboratorial com Electrocardiograma e Raio-X ao tórax para exclusão de patologias associadas.

2. Deve ter uma alimentação cuidada, evitar as bebidas alcoólicas e o tabaco.

3. Deve informar-se sobre as técnicas cirúrgicas que lhe são propostas, sob a anestesia e os cuidados a ter após a intervenção cirúrgica.


ANESTESIA

Local. Neste caso o cirurgião injecta o anestésico nas zonas a tratar.

Sedação (ou Local Assistida). Pode combinar-se com a anestesia local de modo a obter um completo estado de relaxamento.
A aplicação de uma anestesia local ou de um sedativo anulam os riscos que existem na anestesia geral.

Regional. Permite obter uma área anestesiada mais extensa. Pode ser epidural ou raquidiana.

Geral. Depois de se colocar um soro e administrar um tranquilizante, o paciente é monitorizado para colheita de todos os sinais vitais. Posteriormente, o médico anestesista coloca o paciente a dormir, sendo-lhe administrado um fármaco para evitar a dor e um relaxante para completa descontracção muscular.


Dr.ª Anabela Ferreira,
Cirurgiã plástica e directora clínica da Clínica Francesa
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